Desenvolvida para ampliar a presença da Volkswagen entre as picapes de trabalho, a Tukan reunirá produção nacional, soluções voltadas à carga e diferentes níveis de motorização, enquanto a cabine simples buscará o público hoje atendido pela Saveiro e pela Fiat Strada.
Preparada para ampliar a presença da Volkswagen entre as picapes de trabalho, a Tukan cabine simples terá produção prevista em São José dos Pinhais, no Paraná, a partir de 2027, com foco em frotistas, empresas e pequenos produtores.
Com 76% de peças nacionais, o projeto abrirá uma nova etapa de veículos eletrificados desenvolvidos pela operação brasileira, embora a configuração básica priorize mecânica conhecida, manutenção acessível e características adequadas ao uso comercial intensivo diário.
Volkswagen Tukan ocupará o espaço da Saveiro
Posicionada abaixo das versões mais sofisticadas de cabine dupla, a Tukan de entrada assumirá o papel de sucessora natural da Saveiro entre compradores que usam a caçamba diariamente e procuram robustez mecânica, assistência ampla e menor custo operacional.
Embora a Toyota Hilux permaneça como referência entre caminhonetes no mercado brasileiro, o confronto comercial mais direto ocorrerá com a Fiat Strada, líder entre os modelos compactos destinados ao trabalho e ao uso misto no país.

Preços, capacidade de carga e volume da caçamba ainda não foram divulgados pela Volkswagen, fatores decisivos para medir a competitividade da nova picape antes do lançamento comercial previsto para 2027, após apresentações e testes públicos com protótipos camuflados.
Motor 1.6 deve equipar a cabine simples
Para conter custos na versão de trabalho, o projeto considera o motor 1.6 16V flex aspirado usado pela Saveiro, capaz de entregar até 116 cv e 16,1 kgfm, associado ao câmbio manual de cinco marchas, já conhecido por oficinas e gestores de frota.
Ainda que esse conjunto apareça como a alternativa mais adequada para preservar preços competitivos, sua aplicação definitiva não foi confirmada, e a fabricante também avalia versões intermediárias com motor turbo e transmissão automática de seis marchas.
Em faixas superiores, a plataforma MQB Hybrid permitirá combinar o motor 1.5 TSI flex com um sistema híbrido leve de 48 volts, tecnologia que colocará a Tukan entre os primeiros projetos eletrificados nacionais da Volkswagen.
Essa divisão mecânica ajudará a atender públicos distintos sem concentrar toda a linha em uma única faixa de preço, mantendo simplicidade e facilidade de manutenção na cabine simples e reservando mais desempenho e equipamentos à cabine dupla.
Suspensão reforçada segue solução da Fiat Strada
Na traseira, a principal mudança técnica em relação à Saveiro será a adoção de eixo rígido com feixe de molas, arquitetura escolhida para suportar uso severo, aumentar a resistência do conjunto e favorecer o transporte frequente de carga.

Sem repetir a solução de eixo de torção da picape atual, o novo arranjo seguirá princípio semelhante ao empregado pela Fiat Strada, reforçando a prioridade dada ao desempenho operacional nas condições de trabalho mais exigentes.
Durante os testes realizados no interior de São Paulo, protótipos camuflados circularam acompanhados por unidades da Strada usadas como referência, enquanto a carroceria já mostrava cabine alongada, caçamba convencional e proporções voltadas ao melhor aproveitamento do espaço traseiro.
Design da Tukan terá referências do Volkswagen Tera
Visualmente, as projeções produzidas pelo designer João Kleber Amaral para Autoesporte apontam uma dianteira com grade ampla em padrão colmeia, faróis inspirados no Tera e áreas de plástico sem pintura integradas ao para-choque da versão de trabalho.
Já nas laterais, a Tukan cabine simples deverá reunir molduras plásticas nas caixas de roda, proteção na base das portas, rodas de aço com calotas nas opções acessíveis e uma pequena janela atrás das portas dianteiras.
Na parte posterior, o nome Tukan será estampado diretamente na tampa da caçamba, que também concentrará a placa de identificação, deixando o para-choque com superfície plana para servir de apoio durante o acesso ao compartimento de carga.
Quanto à iluminação, as lanternas terão formato horizontal e serão conectadas visualmente por uma faixa instalada na tampa, mas a ligação contínua por LEDs deverá permanecer restrita às versões mais caras da picape de cabine dupla.
Produção nacional começa em São José dos Pinhais
Segundo a marca, a Tukan foi desenhada, planejada e desenvolvida no Brasil, com fabricação confirmada em São José dos Pinhais a partir de 2027, dentro do programa de lançamentos e investimentos destinado à América do Sul até 2028.
Além do índice de 76% de peças nacionais, a apresentação da picape retomará a cor Amarelo Canário e abrirá a fase de modelos eletrificados locais, embora motorização, acabamento e equipamentos ainda dependam da configuração definitiva anunciada pela Volkswagen.
Com esse desenho de gama, a versão simples atenderá ao transporte de carga e às demandas de frota, enquanto opções turbo e híbrida leve buscarão compradores interessados em maior desempenho, conforto e tecnologia no uso diário.
Resta saber se essa combinação de produção nacional, mecânica conhecida, suspensão reforçada e eletrificação nas versões superiores será suficiente para ampliar o espaço da Volkswagen e reduzir a vantagem construída pela Fiat Strada no segmento brasileiro de picapes compactas?







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