Versão amplia a gama do SUV híbrido plug-in no Brasil e combina mudanças mecânicas, recursos eletrônicos e equipamentos voltados ao uso dentro e fora do asfalto, além de diferenças importantes em relação às configurações com tração dianteira já oferecidas pela marca.
A Jetour lançou no Brasil, em 24 de julho de 2026, o T2 XWD 4×4, nova versão topo de linha do SUV híbrido plug-in, anunciada por R$ 339.900 nas primeiras 599 unidades e com preço regular de R$ 349.900.
Cerca de quatro meses após a estreia da marca no país, a configuração passou a combinar tração integral inteligente, bateria maior e um terceiro motor elétrico, instalado no eixo traseiro, sem modificar o desenho básico conhecido nas versões de tração dianteira.
Na comparação com o restante da gama, o valor promocional deixa o XWD R$ 40 mil acima do T2 Premium, tabelado em R$ 299.900, enquanto o Advance permanece em R$ 289.900 entre as configurações 4×2 oferecidas pela Jetour.
Jetour T2 XWD reúne quatro motores

Sob o capô, o conjunto híbrido reúne um motor 1.5 turbo a gasolina, com injeção direta e ciclo Miller, além de três unidades elétricas distribuídas entre os dois eixos e administradas por uma transmissão híbrida de três marchas.
Na dianteira, o propulsor a combustão entrega 135 cv e 20,4 kgfm, trabalhando ao lado de dois motores elétricos, um com 102 cv e 17,3 kgfm e outro capaz de gerar 122 cv e 22,4 kgfm.
Já no eixo traseiro, a principal mudança está na adoção de uma unidade elétrica de 238 cv e 31,6 kgfm, responsável por viabilizar a tração nas quatro rodas sem a necessidade de um eixo cardã convencional.
Somados de forma aritmética, os quatro motores alcançam 597 cv e 91,7 kgfm, números tratados como potência e torque totais instalados, porque os picos individuais de desempenho não ficam disponíveis simultaneamente durante a condução.
Embora não informe a potência combinada efetivamente entregue às rodas, a fabricante declara aceleração de zero a 100 km/h em 5,5 segundos, resultado dois segundos mais rápido que o divulgado para a configuração equipada com tração 4×2.
Bateria de 43,24 kWh amplia a autonomia
Para alimentar o sistema, o T2 XWD utiliza uma bateria de 43,24 kWh fornecida pela CATL, capacidade que permite percorrer até 106 quilômetros sem acionar o motor a combustão, conforme a autonomia homologada pela metodologia do Inmetro.

Quando conectado a um carregador rápido de corrente contínua com potência de 40 kW, o SUV pode recuperar a carga entre 20% e 80% em aproximadamente 36 minutos, segundo os dados divulgados pela fabricante durante o lançamento.
Com o tanque abastecido e a bateria totalmente carregada, a Jetour informa alcance total de até 1.300 quilômetros, resultado obtido pela combinação da energia armazenada no conjunto elétrico com o combustível utilizado pelo motor 1.5 turbo.
Tração XWD oferece oito modos de condução
Em pisos de baixa aderência, a tração XWD distribui a força entre os eixos conforme a necessidade, enquanto o motorista pode escolher oito modos de condução voltados ao uso cotidiano ou a diferentes situações fora do asfalto.
Eco, Normal e Sport atendem ao uso diário, ao passo que Lama, Areia, Pedra e Neve alteram parâmetros do sistema híbrido, dos freios e da tração, deixando ao modo X o gerenciamento automático dessas configurações.

Além dos modos de condução, o pacote reúne bloqueio do diferencial traseiro, controle de rastejamento e a função Tank Turn, que freia uma das rodas internas para reduzir o espaço exigido em manobras sobre superfícies de baixa aderência.
A aptidão para uso fora de estrada também se apoia em 20,5 centímetros de altura livre do solo, ângulo de ataque de 28 graus e ângulo de saída de 30 graus, medidas mantidas em relação às demais versões.
Apesar desses recursos, o modelo deixa a fábrica com pneus 255/55 R20 de uso convencional, enquanto pneus de uso misto aparecem como opcionais para compradores que pretendem utilizar o SUV com maior frequência em trilhas.
Dimensões e equipamentos do Jetour T2 XWD
Nas dimensões, a carroceria mede 4,785 metros de comprimento, 2,006 metros de largura e 1,875 metro de altura, além de oferecer 2,80 metros de distância entre os eixos e porta-malas com capacidade declarada de 580 litros.
Por fora, a versão XWD adota rodas de 20 polegadas com acabamento escurecido, detalhes externos próprios e identificações em vermelho, incluindo o emblema da tração integral posicionado na tampa traseira para diferenciá-la das demais configurações.

Dentro da cabine, permanecem a central multimídia de 15,6 polegadas e o quadro de instrumentos digital de 10,25 polegadas, acompanhados por bancos dianteiros ventilados, ajustes elétricos, memória e apoio de pernas elétrico para o passageiro.
Também fazem parte do pacote a câmera com visão de 540 graus, o teto solar panorâmico, o carregador de celular por indução de 50 W e o conjunto de assistentes eletrônicos de condução oferecido pela linha.
Com a chegada da tração integral, o T2 passou a reunir recursos mecânicos e eletrônicos voltados ao uso fora do asfalto, embora a potência efetivamente disponível em uso continue sem divulgação específica por parte da fabricante.
Na comparação com outros SUVs híbridos 4×4 disponíveis no mercado brasileiro, qual aspecto do T2 XWD pesa mais na decisão de compra do consumidor: preço, autonomia elétrica ou capacidade para enfrentar terrenos fora do asfalto?







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