A nova geração da Toyota Hilux já circula em testes no Brasil e apareceu em um estágio avançado de desenvolvimento.
O protótipo, registrado pelo site Guru dos Carros, exibia pouca camuflagem e carregava equipamentos de medição ligados ao escapamento, indícios de que a picape entrou no processo de homologação nacional.
O cronograma apurado prevê cerca de seis meses para a conclusão dessa etapa.
Com isso, a nona geração da caminhonete poderá estar pronta para chegar ao mercado brasileiro a partir do início de 2027, desde que o começo da produção em Zárate, na Argentina, siga o planejamento do projeto.
Internamente, o desenvolvimento teve o código alterado de 640X para 598D.
Embora mantenha a plataforma IMV e partes importantes da carroceria atual, o modelo terá mudanças suficientemente amplas para ser tratado globalmente como uma nova geração, sobretudo pela transformação prevista para a dianteira.
Protótipo revela projeto próximo da configuração definitiva

O veículo flagrado em solo brasileiro escondia muito pouco de suas formas. A carroceria estava quase toda exposta, enquanto o nome da Toyota podia ser visto na grade e a identificação Hilux permanecia aparente nas portas dianteiras, sem os revestimentos normalmente usados para disfarçar elementos ainda em desenvolvimento.
Esse nível reduzido de cobertura mostra que a picape já está próxima de sua aparência definitiva.
As imagens foram obtidas a partir de um vídeo, cedidas à Autoesporte e aprimoradas pela reportagem com inteligência artificial para aumentar a resolução, sem modificar as características originais do protótipo.
Apesar da renovação visual, a Toyota não abandonará toda a base conhecida. As colunas A, B e C, o teto, o para-brisa e as portas laterais serão preservados, assim como a plataforma IMV. A dianteira, porém, receberá alterações substanciais e concentrará uma parte importante da mudança de identidade da caminhonete.
Equipamentos no escapamento indicam homologação em andamento
Além da camuflagem discreta, um detalhe técnico chamou atenção no veículo visto no Brasil. Um cano longo foi acoplado ao escapamento e conectado a sensores fixados na caçamba, uma configuração usada durante trabalhos de medição e homologação.
A presença desse conjunto reforça que o desenvolvimento já ultrapassou as primeiras avaliações de engenharia.
A apuração da Autoesporte indica que a homologação brasileira começou e deverá exigir aproximadamente seis meses até ser concluída.

Caso esse prazo seja cumprido, a picape poderá estar tecnicamente pronta para estrear no país no começo de 2027. A chegada às lojas, entretanto, também depende do início da fabricação do projeto na unidade de Zárate, responsável pela produção argentina que abastecerá a região.
Sistema de 48 volts auxiliará o motor turbodiesel
A atualização mecânica será uma das principais novidades da nova Toyota Hilux. O conhecido motor 2.8 turbodiesel, com quatro cilindros e 16 válvulas, passará a trabalhar com um sistema híbrido leve de 48 volts voltado a reduzir emissões e auxiliar o conjunto em situações específicas.
Essa arquitetura incluirá um pequeno motor elétrico de 16 cv e uma bateria de íons de lítio com 0,2 kWh de capacidade.
O componente elétrico ajudará principalmente nas arrancadas e assumirá as funções exercidas pelo alternador e pelo motor de partida.
Por se tratar de um sistema híbrido leve, o motor elétrico não movimentará sozinho as rodas. Sua atuação ocorrerá como apoio ao propulsor a diesel, especialmente em momentos estratégicos de uso e abaixo de 1.000 rotações por minuto, faixa em que a assistência pode melhorar a resposta inicial do conjunto.
Nos mercados onde a Hilux equipada com a tecnologia de 48 volts já é oferecida, os números permanecem equivalentes aos da configuração exclusivamente a diesel.
O motor entrega até 204 cv a 3.400 rpm e torque máximo de 50,9 kgfm entre 1.600 e 2.800 rpm.
A manutenção desses dados ocorre porque a assistência elétrica trabalha em condições pontuais, sem transformar a proposta da picape em uma condução elétrica. O sistema também terá uma nova geração do recurso start-stop, responsável por desligar e religar o motor em situações determinadas de parada.

O câmbio continuará sendo o automático de seis marchas usado na geração atual. Assim, a principal evolução estará na integração do suporte elétrico ao motor turbodiesel, e não na troca da transmissão ou em uma mudança para tração puramente elétrica nessa primeira configuração.
Versão elétrica está prevista para uma segunda etapa
O sistema híbrido leve não será a única frente de eletrificação da nova Hilux.
Em uma segunda fase do programa, a picape deverá ganhar uma versão totalmente elétrica, com produção esperada para a Argentina e lançamento também previsto para o mercado brasileiro.
Há ainda especulações a respeito de configurações híbridas plug-in. No entanto, não existe confirmação de que variantes desse tipo chegarão ao Brasil em curto prazo, o que mantém o conjunto de 48 volts e a futura opção elétrica como os caminhos concretos mencionados para o projeto.
Com a homologação em andamento e a carroceria quase sem disfarces, a próxima Hilux surge mais perto do mercado brasileiro do que o nível de renovação do projeto poderia sugerir.
Não confunda projeção com produto à venda
Enquanto a nova geração não é detalhada para o país, a decisão entre esperar ou comprar depende do uso atual e do orçamento. A matéria sobre a Hilux elétrica confirmada globalmente mostra por que versão e mercado precisam ser analisados separadamente.







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