Até 4,50 metros, entre-eixos de 2,70 m, motor 1.5 TSI Evo2 e sistema híbrido flex: Volkswagen T-Roc promete mudar os planos da marca no Brasil

Volkswagen T-Roc brasileiro terá até 4,50 m, motor 1.5 TSI Evo2 e sistema híbrido flex, com produção nacional prevista no país para 2027.
Volkswagen T-Roc brasileiro terá até 4,50 m, motor 1.5 TSI Evo2 e sistema híbrido flex, com produção nacional prevista no país para 2027.

Mercado brasileiro receberá um T-Roc maior, eletrificado e mais equipado que o equivalente europeu, com produção prevista em São Bernardo do Campo e papel estratégico na renovação da linha nacional da Volkswagen a partir de 2027.

O Volkswagen T-Roc desenvolvido para o Brasil deverá chegar ao mercado em 2027 com carroceria maior que a europeia, motorização híbrida flex e equipamentos inéditos, enquanto assume papel central na renovação da gama local.

Conhecido internamente como Projeto Saga e identificado pelo código VW213, o SUV será produzido em São Bernardo do Campo (SP), onde dividirá espaço industrial com outros projetos estratégicos planejados pela fabricante para os próximos anos.

Volkswagen T-Roc brasileiro terá dimensões próprias

Embora utilize a plataforma MQB Evo, também chamada MQB37, a mesma adotada pela segunda geração europeia, o modelo brasileiro terá dimensões próprias para ampliar o espaço interno e se posicionar acima de opções compactas já vendidas no país.

A previsão indica comprimento entre 4,40 e 4,50 metros, enquanto a distância entre os eixos deverá variar de 2,65 a 2,70 metros, medidas que aproximam o futuro utilitário de modelos maiores dentro do mercado nacional.

Na Europa, o T-Roc de segunda geração tem 4,373 metros de comprimento e entre-eixos próximo de 2,63 metros, enquanto o porta-malas alcança 475 litros após o aumento de tamanho adotado pela Volkswagen sobre o antecessor.

Volkswagen T-Roc brasileiro terá até 4,50 m, motor 1.5 TSI Evo2 e sistema híbrido flex, com produção nacional prevista no país para 2027.

Esses números ajudam a dimensionar a proposta do veículo brasileiro, que deverá combinar maior aproveitamento interno com uma carroceria adaptada às preferências locais, sem abandonar a base técnica compartilhada com o produto europeu de segunda geração.

Estratégia usada no T-Cross será retomada

A adaptação repete uma solução já aplicada ao T-Cross, lançado no Brasil em 2019 com carroceria e entre-eixos maiores que os da versão europeia, estratégia utilizada pela fabricante para oferecer mais espaço interno ao consumidor nacional.

No Projeto Saga, porém, a diferenciação não ficará restrita às medidas, porque o desenho será desenvolvido com participação da equipe comandada pelo brasileiro José Carlos Pavone, ligado à criação de modelos como Nivus e Tera.

Entre as características antecipadas aparecem caixas de roda traseiras mais pronunciadas, lanternas estreitas conectadas por um filete horizontal e acabamento da coluna C na cor da carroceria, elementos destinados a reforçar a identidade visual do SUV nacional.

Como a Volkswagen ainda não apresentou oficialmente o desenho definitivo, essas soluções permanecem baseadas em projeções e informações de bastidores, sem confirmação pública de todos os detalhes que estarão presentes no veículo quando a produção começar.

Motor 1.5 TSI Evo2 terá dois sistemas híbridos

A principal mudança mecânica será a adoção do motor 1.5 TSI Evo2 associado a sistemas híbridos flex, combinação que colocará o modelo entre os primeiros produtos eletrificados da nova fase industrial da Volkswagen no Brasil.

Dentro desse planejamento, estão previstas uma configuração híbrida leve de 48 volts e outra híbrida plena, com participação mais significativa do motor elétrico, permitindo à fabricante oferecer diferentes níveis de eletrificação na mesma família.

Inicialmente, o propulsor deverá ser importado do México, enquanto a produção brasileira em São Carlos (SP) é esperada apenas para 2031, fazendo com que os primeiros veículos utilizem unidades trazidas do exterior durante essa etapa.

A Volkswagen confirmou que o primeiro automóvel produzido na fábrica Anchieta sobre a plataforma MQB37 terá sistema HEV flex, além de prever versões eletrificadas para os novos modelos desenvolvidos e fabricados na América do Sul após 2026.

Também fazem parte dessa estratégia alternativas híbridas leves, plenas e plug-in, que deverão ampliar gradualmente a presença da eletrificação na linha regional sem abandonar a tecnologia flex, tradicionalmente relevante para os consumidores e para o mercado brasileiro.

Equipamentos inéditos ampliarão a distância para o T-Cross

Além do conjunto mecânico, o T-Roc nacional deverá ocupar uma faixa superior à do T-Cross e receber equipamentos pouco comuns na produção brasileira da Volkswagen, reforçando sua posição dentro da futura linha de utilitários esportivos.

Entre os itens previstos estão freio de estacionamento eletrônico e seletor giratório para o câmbio, solução que substituirá a alavanca convencional e ajudará a diferenciar o interior do modelo em relação aos veículos atuais da marca.

Nas versões mais caras, o teto solar também deverá integrar a lista de equipamentos, marcando a estreia desse recurso em um automóvel produzido pela Volkswagen na unidade industrial localizada em São Bernardo do Campo.

Atualmente, os modelos nacionais da fabricante que oferecem o equipamento saem de São José dos Pinhais (PR), o que transforma a adoção do teto solar em uma mudança relevante para a linha de produção do complexo Anchieta.

Com espaço ampliado, eletrificação e maior conteúdo tecnológico, o Projeto Saga assume papel central na renovação brasileira, embora preços, versões, potência, consumo e capacidade do porta-malas ainda permaneçam sem confirmação pública para o lançamento previsto em 2027.

Novo Taos dividirá plataforma e fábrica com o T-Roc

Paralelamente ao T-Roc, a Volkswagen desenvolve o projeto A-SUV, identificado pelo código VW226 e apontado como sucessor do Taos, com o qual deverá compartilhar plataforma, sistemas híbridos e a linha de montagem instalada no complexo Anchieta.

Os dois utilitários integram o ciclo de investimentos da empresa na América do Sul, que prevê R$ 20 bilhões até 2028, dos quais R$ 16 bilhões serão destinados ao Brasil, acompanhados por uma ofensiva de 17 novos veículos.

Com dois SUVs eletrificados produzidos na mesma fábrica e posicionados em segmentos próximos, a marca prepara uma reorganização de seu portfólio, mas até onde o novo T-Roc poderá alterar o espaço atualmente ocupado por T-Cross, Taos e concorrentes médios?

Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações…

Ver todas as matérias deste autor

Comentários

Deixe seu comentário

Seu e-mail é obrigatório, nunca é publicado e serve apenas para moderação.

Conteúdos recentes