O GWM Tank 300 TerraForce estreou no Brasil por R$ 350 mil, em uma série limitada a 300 unidades. A configuração mantém o sistema híbrido plug-in flex de 394 cv do Tank 300 e acrescenta rack de teto, rodas exclusivas e acabamento próprio.
As vendas começaram em 20 de agosto de 2026. A edição inaugura a TerraForce, submarca criada pela operação brasileira da GWM para produtos de perfil fora de estrada. Segundo a comunicação oficial da fabricante, o projeto ouviu proprietários do Tank 300, customizadores e integrantes da comunidade 4×4.
Isso não transforma o TerraForce em um modelo mecânico diferente. A maior parte da ficha técnica permanece igual à do Tank 300 PHEV Flex. O valor adicional está concentrado na tiragem limitada, na identidade visual e em acessórios direcionados a viagens e atividades fora do asfalto.
Motor híbrido, bateria e desempenho
O conjunto combina motor 2.0 turbo flex, um propulsor elétrico e câmbio automático de nove marchas. A potência total é de 394 cv, com 750 Nm de torque, equivalentes a 76,4 kgfm. A tração permite seleção entre 2H, 4H e 4L, além de bloqueios dos diferenciais central e traseiro.
A bateria tem 37,1 kWh de capacidade e garante autonomia elétrica de 74 quilômetros pelo padrão do Inmetro. Como ocorre em qualquer híbrido plug-in, a distância real sem acionar o motor a combustão depende de velocidade, temperatura, relevo, carga e uso do ar-condicionado. A recarga externa é necessária para aproveitar regularmente essa autonomia.
Mesmo com a proposta voltada ao fora de estrada, o SUV acelera de zero a 100 km/h em 6,8 segundos, segundo a GWM. O consumo divulgado é de 7,5 km/l na cidade e 7,6 km/l na estrada com gasolina; com etanol, as médias informadas são de 5,4 km/l e 5,7 km/l, respectivamente.
O que muda na edição TerraForce

A grade dianteira substitui o emblema convencional pela inscrição TerraForce. A carroceria recebe pintura cinza Zenith, maçanetas escurecidas, identificação própria e rodas reforçadas de 18 polegadas. O rack de expedição suporta até 75 quilos com o veículo parado e 50 quilos durante a condução, limites que devem ser respeitados na distribuição da carga.
Com o rack, a altura chega a 1,96 metro. O utilitário mede 4,76 metros de comprimento, 1,93 metro de largura e 2,75 metros de entre-eixos. O vão livre do solo é de 22,2 centímetros; os ângulos de entrada e saída são de 32 e 33 graus, e a capacidade declarada de imersão é de 70 centímetros.
A capacidade de reboque com freio é de 2.500 quilos. Antes de transportar carga no teto, rebocar ou atravessar trechos alagados, o proprietário deve observar as condições do terreno, a instalação dos equipamentos e as orientações do manual; os limites de ficha técnica não eliminam o risco da operação.
Equipamentos e uso cotidiano
A cabine mantém duas telas de 12,3 polegadas, teto solar panorâmico, câmera com visão de 360 graus e bancos dianteiros ventilados. O banco do motorista oferece oito programas de massagem. O pacote de assistência reúne controle adaptativo de velocidade, frenagem autônoma de emergência e recursos de permanência em faixa.
Há oito modos de condução: Normal, Neve, Montanha, Rocha, Lama, Areia, Estrada Acidentada e Expert. A escolha do modo modifica o gerenciamento do conjunto, mas não substitui pneus adequados, avaliação do obstáculo e experiência do condutor em trilhas.
A comparação de preço deve considerar que o TerraForce cobra R$ 8 mil a mais que o Tank 300 oferecido no lançamento da série. Como motor, bateria e desempenho são preservados, a decisão depende do valor atribuído aos acessórios, ao visual exclusivo e à produção limitada, e não de ganho de potência ou autonomia.
A GWM também anunciou atendimento exclusivo e um kit de boas-vindas para os compradores. Estoque, condições comerciais e disponibilidade podem variar, porque a série tem quantidade definida e não há indicação de reposição automática das unidades.






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