SUVs médios japoneses usados aparecem como alternativa para quem busca mais espaço, confiabilidade mecânica e pacote de equipamentos sem entrar nos preços de modelos zero-quilômetro.
Um levantamento publicado pela Autoesporte com anúncios do Mercado Livre reuniu cinco versões de Toyota RAV4, Honda CR-V e Mitsubishi Eclipse Cross com valores entre R$ 80 mil e R$ 150 mil.
Esses modelos nunca tiveram volume tão alto quanto SUVs compactos nacionais, em parte por serem importados ou posicionados em faixas mais caras quando novos.
Ainda assim, a presença antiga de Toyota e Honda no segmento criou uma oferta consistente no mercado de usados, enquanto o Eclipse Cross entrou como opção mais recente, nacionalizada pela HPE a partir de 2019.
Toyota RAV4 2015 abre a lista na faixa de R$ 80 mil
O Toyota RAV4 de quarta geração surge como a opção mais acessível da seleção, com unidades de 2015 anunciadas por cerca de R$ 80 mil.
Na configuração 2.0 com tração dianteira, o SUV usa motor aspirado a gasolina de 145 cv e 19,1 kgfm de torque, associado a câmbio automático CVT com simulação de sete marchas.
O desempenho fica em patamar apenas suficiente para um carro de 1.525 kg, já que teste da Autoesporte com modelo da mesma geração registrou 12,2 segundos na aceleração de 0 a 100 km/h.
Segundo as tabelas do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular do Inmetro, o consumo informado para a linha 2015 é de 9,5 km/l na cidade e 10,9 km/l na estrada.
O pacote varia bastante conforme a versão, por isso a configuração Top é a mais interessante para quem busca chave presencial, ar-condicionado digital de duas zonas, central multimídia, banco do motorista com ajustes elétricos e airbags laterais e de cortina.
O ponto forte está no espaço interno, com banco traseiro largo, assoalho plano e porta-malas de 476 litros, embora o acabamento aposte mais em montagem correta do que em materiais sofisticados.
Honda CR-V 2016 entrega porta-malas de 589 litros
O Honda CR-V de quarta geração aparece na faixa de R$ 90 mil em unidades da linha 2016, já com a reestilização discreta aplicada à dianteira.
A mecânica usa motor 2.0 flex de até 155 cv e 19,5 kgfm com etanol, sempre combinado ao câmbio automático de cinco marchas e ao sistema de tração integral sob demanda.
Mesmo com números corretos para a época, o peso de 1.579 kg limita o fôlego, e o SUV precisou de 12,4 segundos para ir de 0 a 100 km/h em teste feito pela Autoesporte.
Como o modelo não aparecia nas tabelas do PBEV daquele período, a referência de consumo vem da avaliação da publicação, com médias de 6,7 km/l na cidade e 9,4 km/l na estrada, sempre com etanol.
Em 2016, o CR-V era vendido no Brasil apenas na versão EXL, com teto solar elétrico, chave presencial, ar-condicionado digital, central multimídia de 7 polegadas, acionamento automático de faróis e limpadores e seis airbags.
O espaço é o grande argumento da geração, especialmente pelo porta-malas de 589 litros e pela segunda fileira capaz de acomodar passageiros adultos com bom vão para pernas.
Eclipse Cross 2019 combina turbo e pacote de segurança
O Mitsubishi Eclipse Cross 2019 aparece por volta de R$ 110 mil e se diferencia dos rivais pelo desenho mais ousado, com dianteira marcada e traseira de vidro bastante inclinado na configuração anterior à reestilização.
Sob o capô, o motor 1.5 turbo a gasolina entrega 165 cv e 25,5 kgfm, sempre com câmbio CVT capaz de simular oito marchas.
Em teste realizado pela Autoesporte em 2021, o SUV acelerou de 0 a 100 km/h em 9,7 segundos, número melhor que o dos rivais aspirados mais antigos da lista.
As versões GLS, HPE e HPE-S usam tração dianteira, enquanto a HPE-S AWD acrescenta tração integral e seletor de modos de condução.
Desde a base, o modelo traz central multimídia de 7 polegadas, monitoramento da pressão dos pneus, faróis e limpadores automáticos e sete airbags, incluindo bolsa para os joelhos do motorista.
Nas configurações mais completas, entram bancos de couro, ar-condicionado de duas zonas, head-up display, teto solar panorâmico, faróis de LED, alerta de ponto cego, alerta de tráfego cruzado e controlador de velocidade adaptativo.
CR-V turbo 2018 sobe desempenho e preço
A quinta geração do Honda CR-V chegou ao Brasil em 2018, agora importada dos Estados Unidos e com oferta mais restrita no mercado nacional.
Nos classificados citados pela Autoesporte, a versão Touring 1.5 turbo aparece na faixa de R$ 130 mil, já com motor a gasolina de 190 cv e 24,5 kgfm.
O câmbio passou a ser CVT com simulação de sete marchas e a tração integral foi mantida, criando um conjunto mais ágil que o da geração anterior.
A aceleração de 0 a 100 km/h caiu para 8,4 segundos em teste da publicação, enquanto o Inmetro aponta médias de 10,4 km/l na cidade e 11,9 km/l na estrada.
A versão Touring reúne head-up display, teto solar, bancos dianteiros elétricos, ar-condicionado de duas zonas, seis airbags, monitoramento da pressão dos pneus, freio de estacionamento eletrônico e tampa do porta-malas com abertura elétrica por aproximação.
Com 4,59 metros de comprimento e 2,66 m de entre-eixos, o CR-V também evoluiu no acabamento e manteve cabine ampla, além de porta-malas de 522 litros.
RAV4 Hybrid 2020 fecha a seleção por R$ 150 mil
O Toyota RAV4 2.5 S Hybrid 2020 é o mais caro da lista, com anúncios na faixa de R$ 150 mil, mas também é o único híbrido da seleção.
O conjunto combina motor 2.5 a gasolina de 178 cv e 22,5 kgfm a três motores elétricos, formando potência combinada de 222 cv e tração integral eletrificada.
Em teste feito pela Autoesporte em 2019, o SUV registrou 8,8 segundos de 0 a 100 km/h, mesmo com peso de 1.730 kg.
O consumo é o principal diferencial técnico, com médias de 14,3 km/l na cidade e 12,8 km/l na estrada, segundo dados do Inmetro citados pela publicação.
Na versão S, o pacote já inclui rodas de 18 polegadas, chave presencial, bancos dianteiros ventilados e elétricos, ar-condicionado de duas zonas, sete airbags, sensores dianteiros e traseiros e central multimídia de 7 polegadas.
A cabine tem bom espaço nas duas fileiras e o porta-malas chega a 580 litros, volume que reforça a proposta familiar do SUV japonês.







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