Nove modelos da Mazda chegaram ao nível máximo de segurança nos Estados Unidos, enquanto a fabricante completou uma marca histórica em avaliações independentes.
O resultado envolve diferentes carrocerias, tecnologias de propulsão e exigências mais rigorosas adotadas pelo principal instituto norte-americano do setor.
Com a inclusão do novo CX-5, a Mazda tornou-se a única marca com nove modelos classificados como Top Safety Pick+ em 2026 nos Estados Unidos, após o utilitário receber a nota máxima do Insurance Institute for Highway Safety em anúncio divulgado em 9 de julho.
Esse desempenho também conduziu a fabricante japonesa ao 100º reconhecimento acumulado nas duas categorias de segurança do instituto desde 2008, marca formada por avaliações independentes que consideram proteção dos ocupantes, prevenção de colisões e eficiência dos equipamentos oferecidos de série.
Na lista mantida pelo IIHS aparecem Mazda3 sedã, Mazda3 hatchback, CX-30, CX-5 e CX-50, além de CX-70, CX-70 híbrido plug-in, CX-90 e CX-90 híbrido plug-in, todos destinados ao mercado norte-americano no ano-modelo 2026 e avaliados segundo critérios específicos do instituto.
CX-5 completou a marca histórica da Mazda

Responsável por elevar de oito para nove o total de vencedores no nível máximo, o CX-5 manteve a empresa à frente das demais marcas na temporada e tornou-se o veículo que completou o centésimo prêmio acumulado pela fabricante.
De acordo com a Mazda North American Operations, 74 dos 100 reconhecimentos obtidos desde 2008 pertencem à categoria Top Safety Pick+, enquanto os demais foram concedidos no nível Top Safety Pick, cujas exigências de segurança ativa e proteção em colisões são diferentes.
Embora a contagem da montadora comece em 2008, o próprio IIHS informa que o Top Safety Pick existe desde o ano-modelo 2006, enquanto a versão mais rigorosa, identificada pelo sinal de adição, foi criada somente em 2013.
Ao comentar a sequência, o presidente do instituto, David Harkey, afirmou que a Mazda respondeu rapidamente às mudanças introduzidas nos critérios, mantendo o desenvolvimento dos veículos alinhado às exigências progressivamente mais duras aplicadas pela entidade norte-americana.
Nove modelos receberam o Top Safety Pick+
Em vez de se concentrar em um único segmento, o grupo premiado reúne as duas carrocerias do Mazda3 e uma sequência de utilitários esportivos de diferentes portes, incluindo versões convencionais e híbridas plug-in vendidas nos Estados Unidos.
Dentro dessa relação, o reconhecimento atribuído ao CX-50 também abrange o CX-50 Hybrid, sem aumentar a contagem total, porque o instituto apresenta essa motorização dentro da mesma linha de modelo usada na classificação oficial dos vencedores.

Por outro lado, CX-70 PHEV e CX-90 PHEV aparecem separados das versões convencionais, tratamento associado às diferenças de configuração e propulsão consideradas nas avaliações, embora todos precisem cumprir os mesmos requisitos mínimos estabelecidos para o prêmio de 2026.
Atualizada pelo próprio IIHS, a relação confirma os nove Mazda no Top Safety Pick+, distribuídos entre carros pequenos, SUVs compactos e utilitários médios, sem que outro fabricante alcance a mesma quantidade de modelos naquele levantamento.
Critérios do IIHS para a nota máxima
Para conquistar o Top Safety Pick+ em 2026, cada veículo precisa receber classificação “boa” nos ensaios de colisão frontal com pequena sobreposição, impacto frontal com sobreposição moderada e teste lateral, conjunto que sustenta a análise estrutural conduzida pelo instituto.
Além da resistência em colisões, todas as versões comercializadas devem utilizar faróis classificados como aceitáveis ou bons, exigência que impede a concessão do selo quando somente configurações mais caras oferecem iluminação capaz de atender ao padrão mínimo do programa.
Também é obrigatório trazer de série um sistema frontal de prevenção de colisões com nota boa na avaliação envolvendo pedestres e resultado aceitável ou bom no teste veículo contra veículo 2.0, dedicado a situações de risco entre automóveis.
Quando a fabricante oferece equipamentos opcionais de frenagem ou prevenção frontal, essas alternativas precisam igualmente atender aos critérios, evitando que versões disponíveis ao consumidor apresentem desempenho inferior ao necessário para sustentar a classificação máxima anunciada para toda a linha.
Ainda segundo o IIHS, os prêmios comparam veículos dentro de categorias de tamanho, porque automóveis maiores e mais pesados podem oferecer proteção diferente daquela encontrada em modelos menores, mesmo quando ambos alcançam avaliações positivas nos testes oficiais.
Avaliação independente amplia o peso do resultado
Parte da relevância do centésimo reconhecimento está na origem da avaliação, pois o IIHS é uma organização científica e educacional independente, sem fins lucrativos, mantida por seguradoras e associações do setor, e não uma certificação criada pela própria Mazda.
Mesmo assim, o prêmio não funciona como garantia absoluta para qualquer acidente nem dispensa a análise de versão, porte e mercado, mas oferece ao consumidor uma referência baseada em critérios públicos, testes padronizados e equipamentos efetivamente disponíveis nos veículos avaliados.
Como parte de sua estratégia, a Mazda relaciona esse desempenho à meta corporativa de chegar a zero mortes em veículos novos da marca até 2040 nos casos em que a tecnologia automotiva possa contribuir, objetivo citado pela direção de segurança da operação norte-americana.
Ao comparar preço, consumo, desempenho, tecnologia, manutenção e valor de revenda, quanto espaço uma avaliação independente de segurança deveria ocupar na decisão de quem pretende comprar um carro novo para a família em 2026 nos Estados Unidos?







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