Volkswagen Tukan aparece sem camuflagem em Barretos e mira Strada e Toro com produção nacional híbrida em 2027

Volkswagen Tukan aparece sem camuflagem em Barretos e prepara estreia nacional em 2027 com motor híbrido flex e versões de trabalho.
Volkswagen Tukan aparece sem camuflagem em Barretos e prepara estreia nacional em 2027 com motor híbrido flex e versões de trabalho.

A Volkswagen Tukan foi revelada sem camuflagem durante a Festa do Peão de Barretos 2026 e antecipa a nova fase da marca no segmento de picapes compactas e intermediárias no Brasil.

Segundo a Autoesporte, a estreia comercial nas lojas está prevista apenas para o primeiro trimestre de 2027, com produção em São José dos Pinhais, no Paraná.

A apresentação em Barretos mostrou a carroceria externa sem disfarces pela primeira vez, mas a Volkswagen ainda manteve o interior fora do alcance do público.

Os exemplares exibidos no evento estavam com vidros escurecidos e portas trancadas, o que preservou detalhes de cabine, painel, acabamento e equipamentos para uma etapa posterior da divulgação.

A Tukan terá a missão de ocupar o espaço deixado pela Saveiro e, ao mesmo tempo, disputar compradores de modelos maiores, como Fiat Strada e Fiat Toro.

Essa posição intermediária explica por que o projeto combina elementos de uso profissional, cabine simples e cabine dupla, além de uma proposta voltada também ao consumidor que usa a picape no dia a dia.

Versões Robust e Extreme mostram os extremos da gama

A Volkswagen exibiu duas versões da Tukan em Barretos: Robust e Extreme, que devem representar a entrada e o topo da futura linha.

A configuração Extreme cabine dupla apareceu com faróis de LED interligados por uma barra prateada, peça que cria a impressão de iluminação contínua na dianteira.

Na mesma versão, a grade dianteira traz elementos hexagonais, enquanto os faróis de neblina ficam reservados às opções mais completas da picape.

O conjunto revelado também inclui rodas de liga leve de 17 polegadas, pneus 205/55 R17 e estepe posicionado na parte inferior do veículo.

Embora a dianteira lembre o SUV de entrada Tera, a escolha industrial da Tukan tem ligação mais direta com o T-Cross, produzido na fábrica paranaense.

Parte dessa conexão aparece na estrutura dianteira da carroceria monobloco, feita a partir da plataforma MQB A0, que já sustenta outros produtos nacionais da marca.

Da ponta do para-choque frontal até o fim das portas dianteiras, a picape compartilhará underbody, chapas estruturais de aço, colunas A e B, para-brisa, suspensão, freios e cubos dianteiros com o SUV compacto.

O interior também deve ter uma série de elementos em comum com o T-Cross, embora essa parte do projeto ainda não tenha sido revelada oficialmente.

Picape nasce para trabalhar e disputar lazer

A própria Volkswagen já havia indicado que a Tukan será pensada para combinar trabalho e uso de estilo de vida, estratégia comum em picapes modernas.

Em entrevista exclusiva à Autoesporte em setembro do ano passado, Thomas Schäfer, CEO global da marca, afirmou que a futura picape teria essa dupla missão.

A existência de carrocerias com cabine simples e cabine dupla reforça essa leitura, pois permite atender desde frotistas e profissionais até famílias que querem caçamba sem abrir mão de espaço interno.

Dentro do Farol1, o projeto já havia aparecido em pautas anteriores sobre a Volkswagen Tukan cabine simples e sobre a ofensiva da marca no mercado de picapes.

Volkswagen Tukan aparece sem camuflagem em Barretos e prepara estreia nacional em 2027 com motor híbrido flex e versões de trabalho.
Volkswagen Tukan aparece sem camuflagem em Barretos e prepara estreia nacional em 2027 com motor híbrido flex e versões de trabalho.

Agora, com a carroceria apresentada sem camuflagem, a marca reduz o mistério visual e mantém as informações de cabine, lista de equipamentos, preços e capacidade de caçamba para outro momento.

A estratégia também ajuda a criar expectativa em um segmento dominado por rivais fortes, principalmente a Fiat Strada, líder entre as picapes compactas.

Motor híbrido flex estreia na picape nacional

A Tukan será o primeiro modelo híbrido flex de produção nacional da Volkswagen no Brasil, dentro do ciclo de investimentos de R$ 20 bilhões da empresa na América do Sul até 2028.

Nas versões mais caras, a picape deve estrear o motor 1.5 TSI Evo2 flex com sistema híbrido leve de 48 Volts, inicialmente importado do México.

Esse conjunto terá 150 cv de potência e 25,5 kgfm de torque, sempre associado ao câmbio automatizado DSG de dupla embreagem e sete marchas.

Há ainda uma opção híbrida plena no radar da Volkswagen, usando o mesmo propulsor, mas essa etapa é prevista apenas para uma segunda fase do projeto, depois de 2030.

Um ponto técnico importante é que o 1.5 TSI Evo2 flex já chegará preparado para operar em ciclo Miller, em vez do ciclo Otto convencional.

Nesse funcionamento, as válvulas de admissão permanecem abertas por mais tempo no início da compressão, o que ajuda a recuperar parte da mistura ar-combustível.

O objetivo é criar um curso de expansão maior que o de compressão e, com isso, melhorar a eficiência energética do conjunto.

Em versões de cabine simples, a expectativa é manter o motor 1.6 MSI da Saveiro, inclusive com uma opção movida apenas a etanol.

Esse motor entrega 116 cv e 16,1 kgfm de torque, sempre com câmbio manual de cinco marchas, em uma configuração mais simples e voltada ao trabalho.

Configurações intermediárias ainda podem receber o conhecido 250 TSI, com motor 1.4 turbo flex de quatro cilindros, 150 cv e 25,5 kgfm, ligado ao câmbio automático de seis marchas.

Suspensão mira carga e robustez

Volkswagen Tukan aparece sem camuflagem em Barretos e prepara estreia nacional em 2027 com motor híbrido flex e versões de trabalho.
Volkswagen Tukan aparece sem camuflagem em Barretos e prepara estreia nacional em 2027 com motor híbrido flex e versões de trabalho.

A suspensão traseira será um dos elementos centrais para posicionar a Tukan contra a Strada, já que a picape adotará eixo rígido ômega com molas semielípticas.

Segundo a apuração da Autoesporte, a solução tem o objetivo de aumentar robustez e capacidade de carga, além de repetir uma arquitetura usada na própria Fiat Strada.

Os freios traseiros são a tambor, informação observada pela reportagem durante um flagra feito em março.

A Volkswagen do Brasil também informou que a nova Tukan nascerá com 85% de peças nacionais, índice relevante para um projeto fabricado localmente.

Nas dimensões, a expectativa é de medidas próximas às de uma Chevrolet Montana, com cerca de 4,75 metros de comprimento e 2,80 metros de entre-eixos.

A largura deve ficar abaixo de 1,80 metro, enquanto a altura esperada gira em torno de 1,70 metro, reforçando a proposta de uma picape intermediária.

Volume e capacidade da caçamba ainda não foram revelados, mas a Saveiro atual tem 580 litros e 638 kg, dados que servem apenas como referência de comparação.

A abertura da tampa traseira da Tukan será feita por um puxador no logotipo da Volkswagen, recurso que ajuda a integrar função e identidade visual.

Com produção nacional, motores flex e versões para trabalho e lazer, a nova picape se torna peça importante em uma ofensiva que também envolve produtos derivados da família MQB, como o Volkswagen T-Cross.

Até o lançamento no primeiro trimestre de 2027, a Volkswagen ainda precisa confirmar preços, versões finais, equipamentos, cabine, capacidade da caçamba e detalhes completos de produção.

Valdemar Medeiros

Repórter de Automotivo

Formado em Jornalismo e Marketing, é autor de mais de 20 mil artigos que já alcançaram milhões de leitores no Brasil e no exterior. Já escreveu para marcas e veículos como 99,…

Experiência:
Formado em Jornalismo e Marketing, é autor de mais de 20 mil artigos que já alcançaram milhões de leitores no Brasil e no exterior. Já escreveu para marcas e veículos como 99, Natura, O Boticário, CPG – Click Petróleo e Gás, Agência Raccon e outros. Fala sobre Indústria Automotiva e Tecnologia Contato e sugestões de pauta: valdemarmedeiros4@gmail.com

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