Dados da Jato colocaram a Chevrolet em terceiro e a BYD em quarto no fechamento de agosto, com 27.515 e 24.467 emplacamentos, respectivamente. A chinesa já havia superado a Hyundai em julho e agora prepara novos modelos para segmentos ocupados por Tracker e Montana.
A Chevrolet concentrou parte relevante de seus emplacamentos na reta final de agosto e conseguiu manter a BYD atrás no ranking mensal. A fabricante chinesa havia aparecido à frente da General Motors durante a primeira quinzena, mas encerrou o período na quarta colocação.
Dados da consultoria Jato mostram que a GM fechou agosto com 27.515 carros emplacados, contra 24.467 da BYD. A diferença entre as duas marcas ficou em 3.048 unidades.
A mudança ocorreu perto do fechamento do mês. A General Motors emplacou quase 5 mil veículos em apenas dois dias, após oferecer incentivos e bônus aos vendedores durante a reta final.
Esse volume corresponde a aproximadamente 18% dos 27.515 veículos atribuídos à GM pela Jato em agosto. O cálculo ajuda a dimensionar quanto os dois últimos dias representaram no resultado mensal da fabricante.
Até a primeira metade de agosto, a BYD estava à frente da General Motors. O Dolphin Mini aparecia como o modelo mais procurado da fabricante chinesa no período e ajudava a sustentar o avanço sobre a concorrente.
No fechamento, a Fiat permaneceu na liderança, com 48.341 unidades e 18,5% de participação, seguida pela Volkswagen, com 41.980 carros e 16%. Chevrolet e BYD ficaram com 10,5% e 9,4%, respectivamente.
A Fenabrave informou que os emplacamentos de veículos no país cresceram 16,87% em agosto na comparação anual. A entidade também relacionou o desempenho do mercado a promoções e ao aumento da concorrência entre as fabricantes.
BYD amplia vantagem sobre a Hyundai
A aproximação da Chevrolet ocorreu depois de a BYD já ter avançado uma posição no ranking. Em julho, a fabricante chinesa ultrapassou a Hyundai e assumiu a quarta colocação entre as marcas com maior volume de vendas no país.
Em agosto, a distância entre as duas aumentou. A Hyundai registrou 17.017 carros, 7.450 unidades abaixo da BYD, enquanto Toyota, GWM, Honda, Renault e Jeep completaram as dez primeiras posições do levantamento apresentado pela Jato.
O volume da BYD está concentrado principalmente em modelos como Dolphin Mini, Dolphin e Song Pro. Ao mesmo tempo, a empresa amplia sua estrutura industrial no Brasil com a operação da fábrica de Camaçari, na Bahia.
A fabricante informou que pretende avançar nas etapas produtivas do complexo baiano ao longo de 2026, incluindo soldagem, estamparia e pintura, além da incorporação de fornecedores e da ampliação da capacidade instalada.
Atto 2 e Mako aumentam a sobreposição com a Chevrolet
Entre os lançamentos previstos está o Atto 2, SUV compacto que disputará consumidores em uma faixa na qual a Chevrolet vende o Tracker. O modelo combina motor 1.5 flex com sistema híbrido plug-in e terá duas configurações destinadas ao mercado brasileiro.
A BYD informou que o Atto 2 GL entrega 177 cv de potência combinada, enquanto a versão GS chega a 197 cv. O torque combinado é de 300 Nm nas duas configurações, equivalente a aproximadamente 30,6 kgfm.
O preço anunciado parte de R$ 149.990 para o Atto 2 GL em venda direta, enquanto a configuração GS foi divulgada a partir de R$ 169.990. As concessionárias já aceitam reservas mediante pagamento de sinal, e o lançamento está previsto para outubro.
A BYD também prepara a Mako, picape intermediária posicionada para disputar espaço com modelos como Chevrolet Montana e Fiat Toro. A chegada do produto amplia a presença da fabricante chinesa em um segmento no qual a General Motors já atua.
A Mako deve chegar às lojas entre o final de 2026 e o começo de 2027, com versões previstas entre R$ 180 mil e R$ 210 mil. O modelo utilizará a plataforma do Song Pro e terá produção completa em Camaçari.
A produção nacional completa da Mako está ligada à ampliação das etapas industriais na fábrica baiana. O modelo será um dos primeiros projetos da BYD a avançar além da montagem a partir de conjuntos de peças e integrar de forma mais ampla a estrutura produtiva instalada no país.







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