Sexta geração combina o sistema híbrido e:HEV do Civic com componentes derivados do Type R e estreia o S+ Shift, recurso que altera rotação, tração e som para reproduzir oito relações virtuais.
As primeiras unidades reservadas na pré-venda têm entrega prevista para setembro.
O Honda Prelude voltou ao mercado brasileiro depois de cerca de três décadas de ausência.
O cupê chega por R$ 380 mil com motorização híbrida de 203 cv e uma solução eletrônica criada para reproduzir sensações normalmente associadas a um carro com câmbio convencional.
A sexta geração será vendida em versão única, com as primeiras entregas previstas para setembro.
Neste retorno, o Prelude ocupa um espaço diferente do Civic Type R: mantém componentes de origem esportiva, mas combina essa base com eletrificação, conforto e uma proposta de uso menos concentrada em desempenho de pista.
O nome também recupera uma ligação antiga da Honda com o Brasil.
Na década de 1990, Ayrton Senna participou de campanhas publicitárias do Prelude, que deixou de ser comercializado no país e agora retorna em uma configuração mecânica completamente diferente.
Híbrido de 203 cv não usa marchas convencionais
O conjunto e:HEV combina um motor 2.0 aspirado a gasolina, de quatro cilindros, com dois motores elétricos.
A potência total é de 203 cv, enquanto o torque chega a 32,1 kgfm, mantendo a arquitetura híbrida já utilizada pela Honda no Civic.
Um dos motores elétricos funciona como gerador, enquanto o outro é responsável pela tração.
Na maior parte das situações, é o propulsor elétrico que movimenta as rodas dianteiras, com o motor a combustão atuando principalmente na geração da energia necessária para alimentar o sistema.
Essa configuração explica por que o Prelude não possui uma transmissão tradicional com várias engrenagens, apesar de a Honda utilizar a designação e-CVT.
O sistema não emprega o conjunto convencional de marchas escalonadas, nem a combinação de correia e polias comum em transmissões CVT mecânicas.
Em determinadas condições, especialmente em velocidades de cruzeiro mais elevadas, o motor a combustão pode ser conectado diretamente às rodas.
Nessa situação, a ligação mecânica passa a ser mais eficiente do que manter a propulsão exclusivamente pelo caminho elétrico.
O consumo homologado também reflete a prioridade dada à eficiência.
Dados do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular do Inmetro apontam 17,9 km/l na cidade e 15,7 km/l na estrada, sempre com gasolina.
S+ Shift simula oito marchas e até redução com “punta-taco”
A principal diferença em relação ao Civic híbrido está no S+ Shift.
Quando a função é ativada, o Prelude passa a reproduzir o comportamento de uma transmissão com oito marchas virtuais, que podem ser selecionadas pelas aletas instaladas atrás do volante.
A simulação não fica restrita à indicação visual no painel.
O gerenciamento eletrônico modifica a rotação do motor, a entrega de força e a resposta do conjunto para criar pequenas interrupções de aceleração semelhantes às sentidas durante uma troca real de marcha.
Nas reduções, o sistema também eleva rapidamente a rotação para imitar o ajuste de giro feito em uma redução esportiva.
É esse comportamento que reproduz a sensação associada ao “punta-taco”, embora não exista uma embreagem operada pelo motorista nem a troca física entre engrenagens.
A Honda explica o funcionamento do S+ Shift como uma combinação entre controle do sistema híbrido, alterações de rotação e som sincronizado.
Com a função ligada, o painel substitui o medidor de potência por um conta-giros e informa a relação virtual selecionada.
Fora do S+ Shift, as borboletas podem ser usadas para controlar diferentes níveis de regeneração de energia.
O motorista também dispõe de modos de condução que modificam parâmetros do conjunto motriz, direção, amortecedores, apresentação do painel e resposta sonora.
Chassi aproxima Prelude do Civic Type R
Embora a proposta seja menos radical que a do Type R, o Prelude aproveita componentes associados ao esportivo.
O conjunto inclui suspensão independente nas quatro rodas, configuração de duplo eixo na dianteira, sistema multilink atrás e amortecedores preparados para equilibrar controle da carroceria e conforto.
Os freios dianteiros também reforçam essa ligação.
O cupê utiliza discos de duas peças com 350 mm e pinças Brembo monobloco de alumínio com quatro pistões, enquanto as rodas de 19 polegadas recebem pneus 235/40 R19.
Na cabine, a proximidade com o Civic aparece no desenho do painel e na organização dos comandos.
O Prelude tem quadro de instrumentos digital de 10,2 polegadas, central multimídia de 9 polegadas, Apple CarPlay, Android Auto, carregador de celular sem fio e sistema de som Bose com oito alto-falantes.
A alavanca convencional de câmbio não existe.
Em seu lugar, o console central reúne botões para selecionar as funções da transmissão, enquanto o nome Prelude aparece bordado no acabamento diante do passageiro.
O pacote de assistência Honda Sensing reúne controle de cruzeiro adaptativo com atuação em baixa velocidade, assistentes de permanência e centralização em faixa, frenagem para mitigação de colisão e ajuste automático dos faróis.
Há ainda alerta de ponto cego e monitor de tráfego cruzado traseiro.
Os primeiros 50 clientes que reservarem o modelo recebem benefícios que incluem capa de proteção, porcas antifurto, tapetes de borda alta, condições especiais de seguro, miniatura na cor do veículo, vitrificação da pintura e acesso a experiências promovidas pela marca.
O Prelude será oferecido no Brasil nas cores preta, vermelha e branca.







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