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Honda Prelude 2027 volta ao Brasil por R$ 380 mil e simula oito marchas no sistema híbrido

Honda Prelude vermelho visto de traseira em exposição.
Honda Prelude 2027 retorna ao Brasil com sistema híbrido e função S+ Shift.

Sexta geração combina o sistema híbrido e:HEV do Civic com componentes derivados do Type R e estreia o S+ Shift, recurso que altera rotação, tração e som para reproduzir oito relações virtuais.

As primeiras unidades reservadas na pré-venda têm entrega prevista para setembro.

O Honda Prelude voltou ao mercado brasileiro depois de cerca de três décadas de ausência.

O cupê chega por R$ 380 mil com motorização híbrida de 203 cv e uma solução eletrônica criada para reproduzir sensações normalmente associadas a um carro com câmbio convencional.

A sexta geração será vendida em versão única, com as primeiras entregas previstas para setembro.

Neste retorno, o Prelude ocupa um espaço diferente do Civic Type R: mantém componentes de origem esportiva, mas combina essa base com eletrificação, conforto e uma proposta de uso menos concentrada em desempenho de pista.

O nome também recupera uma ligação antiga da Honda com o Brasil.

Na década de 1990, Ayrton Senna participou de campanhas publicitárias do Prelude, que deixou de ser comercializado no país e agora retorna em uma configuração mecânica completamente diferente.

Híbrido de 203 cv não usa marchas convencionais

O conjunto e:HEV combina um motor 2.0 aspirado a gasolina, de quatro cilindros, com dois motores elétricos.

A potência total é de 203 cv, enquanto o torque chega a 32,1 kgfm, mantendo a arquitetura híbrida já utilizada pela Honda no Civic.

Um dos motores elétricos funciona como gerador, enquanto o outro é responsável pela tração.

Na maior parte das situações, é o propulsor elétrico que movimenta as rodas dianteiras, com o motor a combustão atuando principalmente na geração da energia necessária para alimentar o sistema.

Essa configuração explica por que o Prelude não possui uma transmissão tradicional com várias engrenagens, apesar de a Honda utilizar a designação e-CVT.

O sistema não emprega o conjunto convencional de marchas escalonadas, nem a combinação de correia e polias comum em transmissões CVT mecânicas.

Em determinadas condições, especialmente em velocidades de cruzeiro mais elevadas, o motor a combustão pode ser conectado diretamente às rodas.

Nessa situação, a ligação mecânica passa a ser mais eficiente do que manter a propulsão exclusivamente pelo caminho elétrico.

O consumo homologado também reflete a prioridade dada à eficiência.

Dados do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular do Inmetro apontam 17,9 km/l na cidade e 15,7 km/l na estrada, sempre com gasolina.

S+ Shift simula oito marchas e até redução com “punta-taco”

A principal diferença em relação ao Civic híbrido está no S+ Shift.

Quando a função é ativada, o Prelude passa a reproduzir o comportamento de uma transmissão com oito marchas virtuais, que podem ser selecionadas pelas aletas instaladas atrás do volante.

A simulação não fica restrita à indicação visual no painel.

O gerenciamento eletrônico modifica a rotação do motor, a entrega de força e a resposta do conjunto para criar pequenas interrupções de aceleração semelhantes às sentidas durante uma troca real de marcha.

Nas reduções, o sistema também eleva rapidamente a rotação para imitar o ajuste de giro feito em uma redução esportiva.

É esse comportamento que reproduz a sensação associada ao “punta-taco”, embora não exista uma embreagem operada pelo motorista nem a troca física entre engrenagens.

A Honda explica o funcionamento do S+ Shift como uma combinação entre controle do sistema híbrido, alterações de rotação e som sincronizado.

Com a função ligada, o painel substitui o medidor de potência por um conta-giros e informa a relação virtual selecionada.

Fora do S+ Shift, as borboletas podem ser usadas para controlar diferentes níveis de regeneração de energia.

O motorista também dispõe de modos de condução que modificam parâmetros do conjunto motriz, direção, amortecedores, apresentação do painel e resposta sonora.

Chassi aproxima Prelude do Civic Type R

Embora a proposta seja menos radical que a do Type R, o Prelude aproveita componentes associados ao esportivo.

O conjunto inclui suspensão independente nas quatro rodas, configuração de duplo eixo na dianteira, sistema multilink atrás e amortecedores preparados para equilibrar controle da carroceria e conforto.

Os freios dianteiros também reforçam essa ligação.

O cupê utiliza discos de duas peças com 350 mm e pinças Brembo monobloco de alumínio com quatro pistões, enquanto as rodas de 19 polegadas recebem pneus 235/40 R19.

Na cabine, a proximidade com o Civic aparece no desenho do painel e na organização dos comandos.

O Prelude tem quadro de instrumentos digital de 10,2 polegadas, central multimídia de 9 polegadas, Apple CarPlay, Android Auto, carregador de celular sem fio e sistema de som Bose com oito alto-falantes.

A alavanca convencional de câmbio não existe.

Em seu lugar, o console central reúne botões para selecionar as funções da transmissão, enquanto o nome Prelude aparece bordado no acabamento diante do passageiro.

O pacote de assistência Honda Sensing reúne controle de cruzeiro adaptativo com atuação em baixa velocidade, assistentes de permanência e centralização em faixa, frenagem para mitigação de colisão e ajuste automático dos faróis.

Há ainda alerta de ponto cego e monitor de tráfego cruzado traseiro.

Os primeiros 50 clientes que reservarem o modelo recebem benefícios que incluem capa de proteção, porcas antifurto, tapetes de borda alta, condições especiais de seguro, miniatura na cor do veículo, vitrificação da pintura e acesso a experiências promovidas pela marca.

O Prelude será oferecido no Brasil nas cores preta, vermelha e branca.

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Redatora e analista de conteúdo com passagem pelo portal CPG. Escreve para o site Farol1 desde 2026 e é especialista em criar textos sobre temas diversos como automotivo e…

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